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terça-feira, 30 de maio de 2017

Uma futura missão do Sistema Solar... NASA


A NASA recebeu e está revisando 12 propostas para a futura exploração de sistemas solares não tripulados. As missões de descoberta propostas - submetidas no âmbito do programa New Frontiers da NASA - serão submetidas a uma revisão científica e técnica nos próximos sete meses. O objetivo é selecionar uma missão para vôo em cerca de dois anos, com lançamento em meados da década de 2020.

"New Frontiers é responder às maiores questões do nosso sistema solar hoje, baseando-se em missões anteriores para continuar a empurrar as fronteiras da exploração", disse Thomas Zurbuchen, Administrador Associado da NASA Science Mission Directorate em Washington. "Estamos ansiosos para rever estas empolgantes investigações e avançar com a nossa próxima missão de descoberta."

A seleção de um ou mais conceitos para o estudo da Fase A será anunciada em novembro. Na conclusão dos estudos de conceito de Fase A, está planejado que uma investigação de Novas Fronteiras será selecionada para continuar em fases de missão subseqüentes. As propostas de missões são selecionadas após um extenso processo competitivo de revisão pelos pares.

As investigações para este anúncio de oportunidade foram limitadas a seis temas de missão:

*Retorno da amostra de superfície do cometa
*Retorno da Amostra da Bacia Lunar do Pó Sul-Aitken
*Mundos do Oceano (Titã e / ou Encelado)
*Sonda de Saturno
*Trojan Tour e Rendezvous
*Explorar Vênus

O Programa Novas Fronteiras conduz investigações de ciência espacial do investigador principal (PI) no programa planetário da SMD sob um limite de custos de desenvolvimento de aproximadamente US $ 1 bilhão.

Esta seria a quarta missão no portfólio das Novas Fronteiras; Seus predecessores são a missão New Horizons a Plutão, a missão Juno a Júpiter, e OSIRIS-REx, que irá encontrar e retornar uma amostra do asteróide Bennu.

As investigações do Novo Programa de Fronteiras devem abordar os objetivos da ciência planetária da NASA, conforme descrito no Plano Estratégico da NASA de 2014 e no Plano de Ciência da NASA 2014.

O Programa Novas Fronteiras é gerenciado pelo Escritório do Programa de Missões Planetárias no Centro de Vôo Espacial Marshall para a Divisão de Ciência Planetária da NASA.

Leia mais sobre o Programa de Novas Fronteiras da NASA e as missões em:

Https://discoverynewfrontiers.nasa.gov/index.cfml


Fonte: nasa.gov

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Marte o Planeta Vermelho.




   Árido, rochoso, frio e aparentemente sem vida, Marte foi explorado por humanos pela primeira vez em 1965, quando a sonda Mariner 4 pousou em solo marciano e detectou na planície cor de caramelo uma superfície parecida com a da Lua. Mas a presença de gelo e de materiais magnéticos no planeta sugerem que, no passado, ele foi mais dinâmico, como a Terra.

   A mais de 228 milhões de quilômetros do Sol, a temperatura média é de – 62,7 ºC nas paisagens repletas de cânions, crateras e vulcões. Se comparados aos de nosso planeta, Marte tem vulcões até 100 vezes maiores, e o volume de lava é grande o suficiente para formar outro grande vulcão. A atmosfera também é diferente: com pouquíssimo oxigênio, é constituída principalmente de dióxido de carbono.
Coberto por pó vermelho, coloração ligada à alta quantidade de ferro no solo, Marte tem nuvens e ventos que às vezes criam tempestades parecidas com tornados, capazes de serem vistos daqui. O planeta tem gravidade quase três vezes menor do a da Terra e possui duas Luas: Phobos e Deimos. Apesar das diferenças, há similaridades entre os dois planetas: a presença de atmosfera, hidrosfera, criosfera e litosfera, ou seja, sistemas ar, água e gelo que interagem com a geologia para criar o ambiente marciano. Veja acima imagens de Marte e conheça mais sobre a paisagem que está atualmente sendo estudada pelo rover Curiosity, da Nasa.

Marte é detentor do maior vulcão do sistema solar, o Olympus Mons, com 21 quilômetros de altura e área um pouco maior do que o estado do Rio Grande do Sul. A cratera Victoria, vista de perto pela sonda de solo Opportunity, revela milhares de anos de história geológica marciana. Promontórios escarpados, tais como Cape St. Vincent (na foto), alternam-se com encostas erodidas pelo vento.

Vento, poeira e gelo delineiam as paisagens marcianas, como mostram as imagens captadas pela sonda orbital Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). A região norte tem mais de 10% de sua superfície coberta de dunas (foto no alto). Um campo de dunas linear em uma cratera (segunda foto) mostra possíveis canais de erosão; manchas azuladas podem marcar despiradouros que liberam dióxido de carbono. Traços que se parecem com garranchos nas dunas (terceira foto) marcam a passagem de redemoinhos de poeira. A calota polar ao redor do pólo sul exibe padrões de quebra-cabeça (à direita), que ficam pronunciados no verão, quando uma parte do gelo de dióxido de carbono se transforma em gás.

Fonte: viajeaqui.abril.com.br
Publisher: Kevin Dutra

sábado, 9 de novembro de 2013

Uma em cada cinco estrelas como o Sol pode ter planetas como a Terra

    Análise é da missão Kepler, que se ocupa da busca de planetas habitáveis fora do sistema solar, mas não oferece detalhes-chave na busca da vida

   Uma em cada cinco estrelas parecidas ao Sol pode ter um planeta do tamanho da Terra em sua órbita, e a mais próxima poderia estar em sistemas visíveis a olho nu, afirmaram cientistas americanos esta segunda-feira. O estudo se baseia em uma nova análise das descobertas do Observatório Espacial Kepler da Nasa, publicada nas Atas da Academia Nacional da Ciência.


Impressão artística mostra asteroide rico em pedras e água sendo despedaçado pela forte gravidade da estrela anã branca GD 61 Foto: Mark A. Garlick, space-art.co.uk, Universidade de Warwick e Universidade de Cambridge / Divulgação
Água encontrada em asteroide indica existência de exoplanetas habitáveis
Foto: Mark A. Garlick, space-art.co.uk, Universidade de Warwick e Universidade de Cambridge / Divulgação

   Dez planetas descobertos recentemente têm dimensões similares às da Terra e se situam na zona habitável de suas estrelas, o que quer dizer que orbitam a uma distância que não é nem quente, nem fria demais para a vida, afirmaram a jornalistas cientistas do Observatório Kepler. Há cerca de duas dúzias de planetas no total que podem estar a uma distância apta de seus sóis para que seus oceanos não fervam, nem congelem, explicou Bill Borucki, o principal cientista pesquisador do Kepler.
   A missão Kepler não oferece detalhes-chave na busca da vida em outros planetas, como se estes têm atmosfera, oxigênio ou água em estado líquido para permitir a vida como conhecemos. No entanto, astrônomos dizem que as últimas descobertas do Kepler são um marco na busca de vida extraterrestre e que esta tecnologia avançada poderia, no futuro, responder mais perguntas.
   "Temos muitas missões a considerar no futuro. Penso que algumas delas, que já estão impulsionando a tecnologia, poderiam ser postas em marcha por nossos filhos ou netos", disse Borucki.


Impressão artística do planeta azul HD 189733b mostra cores que lembram a Terra Foto: NASA, ESA, M. Kornmesser / Divulgação
Hubble revela pela primeira vez a verdadeira cor de exoplaneta
Foto: NASA, ESA, M. Kornmesser / Divulgação

A missão Kepler, lançada em 2009, se ocupa da busca de planetas fora do sistema solar que podem orbitar a uma distância de suas estrelas quentes que permita a existência de vida. Os astrônomos observaram 833 novos planetas candidatos usando os três primeiros anos de um total de quatro de registros de Kepler.
Após analisar os primeiros dois anos de dados, a equipe encontrou um total de 351 planetas com tamanhos similares ao da Terra. Agora, o número aumentou para 647. Deles, apenas 104 estão na zona habitável e destes, acredita-se que uns 10 sejam potencialmente rochosos como a Terra, afirmaram os cientistas.

Fonte: Terra

Planetas habitáveis fora do Sistema Solar


    Os cientistas acreditam que a temperatura deve variar entre 0º e 40º C, o que torna provável que ele tenha água líquida, componente fundamental para a vida.


    Astrônomos da França, Suíça e Portugal anunciaram nesta terça-feira,24, que localizaram o planeta extra-solar mais parecido com a Terra observado até hoje, e que tem possibilidade de abrigar vida. Com cinco vezes a massa da Terra, este é o menor planeta já encontrado - tem raio 50% maior que o terrestre -, é provavelmente rochoso ou coberto de oceanos e se localiza na chamada zona habitável, isto é, fica a uma distância de sua estrela que faz com que ele não seja nem frio nem quente demais. 

    Os cientistas acreditam que sua temperatura deve variar entre 0º e 40º C, o que torna provável que ele tenha água líquida na superfície, componente fundamental para a existência de vida. Entretanto, provavelmente seria bem diferente da que temos por aqui. A massa maior significa uma gravidade também maior, explica ao Estado Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, que liderou o estudo. “Agora se isso é bom ou ruim para a existência de vida não dá para dizer. Nós nem sabemos direito como a vida se formou na Terra”, diz. “Este planeta será provavelmente um importante alvo para futuras missões espaciais dedicadas à procura por vida extraterrestre. No mapa do tesouro do Universo, é tentador marcar este planeta com um X”, afirmou Xavier Delfosse, pesquisador francês da equipe que fez a descoberta, em comunicado à imprensa.

    O planeta, no entanto, orbita uma estrela anã tipo M, ou anã vermelha, muito mais fraca que o Sol. Pesquisadores envolvidos na busca por vida fora da Terra costumavam desprezar vizinhanças assim. O raciocínio era de que um planeta, para se manter na zona habitável, teria de ficar muito perto da estrela anã, com efeitos que inviabilizariam a vida. “Mas isso foi reconsiderado já há alguns anos”, diz Xavier Bonfils, do Observatório de Lisboa, que também tomou parte na descoberta. “A habitabilidade de planetas orbitando estrelas anãs tipo M foi, coincidentemente, tema de uma edição recente da Astrobiology Magazine, e os autores de um artigo publicado nessa revista mostram que a vida no planeta que descobrimos é, de fato, possível”, afirma o pesquisador.

    Bonfils reconhece, porém, que ainda se sabe muito pouco sobre o sistema de Gliese 581, a estrela em torno da qual o planeta foi encontrado, e que a descoberta representa apenas “um lugar para olhar, quando se procurar por vida”. A descoberta terá algum impacto no cálculo da probabilidade de haver vida inteligente fora da Terra? “Não sei”, responde o cientista. Já Seth Shostak, do Instituto SETI - que coordena esforços de busca por sinais de rádio emitidos por inteligências de fora da Terra, como o SETI@home - diz que a descoberta é uma “boa notícia”, porque sugere que planetas semelhantes à Terra podem ser abundantes no Universo. “São esses planetas pequenos que consideramos os mais compatíveis com a vida”. Shostak diz que os programas de busca do Instituto SETI já se voltaram para Gliese 581 duas vezes, em 1995 e 1997. “Embora não tenhamos encontrado nenhum sinal, vamos olhar de novo, possivelmente neste verão (do hemisfério Norte)”.

Fonte: Revista UFO.